Últimos caixotes, sacos, lixo, tralha.
Limpeza total da casa e da alma. Alturas em que encontramos coisas que não víamos há muito tempo, que escondemos para não nos lembrarmos de alguém, ou até de nós mesmos.
É por isso que as mudanças são óptimas, porque são fases da vida em que se aprende muito de nós e de quem gosta ou não de nós. Mas também podem ser difíceis porque acabamos por nos conhecer melhor e, como em tudo, há partes de nós que podemos até nem gostar muito. Arrependimentos haverá, claro, a ideia de nunca nos arrependermos de nada é utópica e pouco honesta. Um objectivo inalcançável.
Mas podemos aprender não só a limar arestas ainda rudes, como a entender o porquê das mesmas e a tentar evoluir a partir daí.
Dói, claro.
Mas quando temos pessoas que gostam de nós no matter what torna-se mais fácil.
Por isso, obrigada a todos que me fizeram ver verdades feias, porque me obrigam a admitir que não sou perfeita, não tenho que ser perfeita, mas posso tentar ser eu mesma sem tanto medo de não chegar.
E talvez isso seja suficiente. Talvez eu seja suficiente, para mim própria e para o mundo.
E talvez assim consiga ser feliz.
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